Em meliponicultura, tal qual em apicultura, podemos multiplicar os enxames, através da divisão das colônias, com isto promovendo o seu desenvolvimento.
A divisão da colônia somente deverá ser feita quando a mesma estiver bastante forte, em épocas propícias. A melhor época para a divisão é durante as grandes floradas, principalmente na primavera.
No universo das abelhas indígenas (nativas), principalmente na tribo dos Trigonini, elas constróem, geralmente, células reais na periferia dos favos. Citamos como exemplo: Abelha Jataí, Arapuá, Iraí, Mandaguarí etc. Logicamente sem uma realeira ou uma rainha não há condições de fazermos a divisão. Muitas vezes essas rainhas quando nascem, ficam reclusas em potes modificados chamados de células de aprisionamento cercadas por operárias. Normalmente as realeiras de que falamos medem aproximadamente 5mm de comprimento e 4mm de diâmetro(Células Reais).
Já nas abelhas de porte maior, como a Uruçu, Mandaçaia, Jandaíra, da tribo dos Meliponini elas não constróem realeiras, as rainhas nascem de células iguais as das operárias e vivem livres pela colônia e são facilmente reconhecidas; o que determina este fenômeno são fatores genéticos.
A primeira atenção que devemos ter para com a divisão de uma colônia é a presença ou não de células reais, rainhas virgens (princesas) ou até mesmo com rainhas fecundadas (fisogástricas).
Pois bem, escolhemos um dia quente e claro e com ausência de ventos, que é ideal para verificarmos o ninho.
Iniciamos o processo retirando a cera (invólucro) que envolve o ninho(crias), em seguida, como dissemos anteriormente, observamos se há realeiras ou mais de uma rainha. Se houver realeiras as encontraremos nos favos centrais, teremos alguma dificuldade no início, mas com dedicação e paciência conseguiremos. Encontrando a realeira, devemos retirá-la juntamente com o favo na qual ela se encontra. Em seguida, retiramos mais 4 (quatro) favinhos de cria ( favos claros) colocando-os na caixa definitiva. Não devemos mexer nos favos escuros. Devemos colocar na caixa alguns potes de mel e pólen intactos. Não devemos colocar potes abertos ou com vazamento. Descartar batume ressecados, aproveitar somente o batume em bom estado, tomar cuidado para não ferir os favos escuros e principalmente os potes de pólen para não receber o ataque de Forídeos (mosquitinho rápido) que pode dizimar totalmente as colônias, procurar não derramar mel que poderá afogar as abelhas.
Para concluir: Retiramos o canudo de cera da colmeia (mãe) colocando-o na entrada da nova caixa (filha), em seguida levamos a colmeia(mãe) à uma distância mínima de 50 metros. Como vimos, a nova caixa que ficará no local da caixa (mãe), passará a se chamar caixa(filha), onde se formará nova família com as abelhas esvoaçantes(campeiras) e em poucos dias nascerá a nova rainha e assim teremos uma nova colmeia.
Observação: temos que ter o cuidado de colocar a caixa nova(filha) na mesma altura, direção, posição e local onde se encontrava a colmeia(mãe) para não desnortear as campeiras.
Prática: Colmeia (mãe) mudará de local e ficará com a rainha antiga, favos de crias novas, abelhas aderentes, pólen e mel.
Colmeia (filha) ficará com a rainha nova, ou realeiras, favos de crias nascentes, campeiras, pólen e mel.
Quando da montagem dos favinhos na nova caixa(filha), colocamos entre um e outro, pequenas bolinhas de cera para que as abelhas possam transitar entre os mesmos.
Feito isso, fechamos a caixa (mãe) e vedamos todas as frestas com fita crepe, tapamos a entrada com tela de metal e tranferimos a caixa à distância já mencionada, assim permanecendo por dois dias.
NOTA: Nas colônias da tribo melipinini, não devemos nos preocupar. A simples tranferência de alguns favos maduros (crias nascentes) garante a presença de rainhas virgens na colônia (filha), geralmente uma média de 15%.
PROCESSO DE MULTIPLICAÇÃO COM RAINHA
Entre este processo e o primeiro, existe pouca diferença, se a colmeia ( família) que foi aberta, tiver mais de uma rainha, que é bem possível, capturamos uma delas prendendo-a numa caixa de fósforos vazia, ou em um Bob de cabelo. Tome cuidado de não tocar a rainha com as mãos, use um pedaço de cera.
E seguida transferimos quatro favinhos de cria, alguns potes de mel e pólen (intactos) e parte do batume, tudo para a caixa nova(filha), soltamos a rainha na caixa e transferimos a colmeia (mãe) à 50 metros de distância e mantemos com a caixa o mesmo procedimento do método anterior.
EM TEMPO: Feita a transferência vede ambas as caixas com fita crepe.
terça-feira, 27 de março de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
Querido amigo!!!!!!!!
Desejo a você todo o sucesso do muuunnndo!!!!!
Que a divisão de hoje seja o início de uma nova etapa em sua vida, na criação de asf!!!!!
Bjs
Hoje estou ansiosa...Quero saber o resultado da divisão!!!!!!!!!!!!
Postar um comentário